Artesanato Indigena

A Arte e o Artesanato Indígena Brasileiro
Artesanato Indígena á Venda

Artesanato Indígena á Venda

A venda de artesanato nas aldeias indígenas é o principal trabalho remunerado dos índios. Por isso, comprar um artesanato indígena, além de valorizar a identidade da tribo, também vai ajudá-los financeiramente.

Além de vender na aldeia, algumas tribos também tem pontos de venda nas cidades, e também participam de feiras.

Lembrando que o artesanato indígena é feito de matéria-prima da natureza extraída pelos próprios índios.

Há cidades que são famosas principalmente por causa do artesanato indígena que ali se encontra, como Porto Alegre, por exemplo

Dentre os artesanatos indígenas que podemos encontrar á venda estão arcos e flechas, objetos de decoração, panelas e outros utensílios de cozinha.

Artesanato indígena não é barato e você pode esperar pagar, no mínimo, uns R$ 30 por cada artefato.

Isso porque o artesanato indígena não é um mero artesanato, são peças com história e tradição e com muito valor para os índios.

Alguns dos mais belos artesanatos indígenas á venda são os cocares e os colares. São os artesanatos indígenas que possuem mais detalhes e os que são produzidos minuciosamente, com muito capricho.

Qualquer comunidade indígena que você encontrar, certamente vai ter artesanato á venda. Até porque alguns estados incentivam a produção e venda do artesanato indígena.

Como acontece em Manaus, onde uma nova geração de Kokamas, Kambebas, Ticunas, Saterês e Apurinãs despertou para o mundo do empreendedorismo graças ao incentivo à produção e venda de artesanato indígena dado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação Estadual do Índio (FEI).

A Fundação tem articulado, com uma série de dispositivos públicos do Estado e do Município, maneiras de facilitar e otimizar a produção e venda de peças artesanais confeccionadas pela população das mais de 30 comunidades indígenas da capital amazonense.

Isso quer dizer que, se você viajar para Manaus, você vai encontrar muitos artesanatos indígenas á venda.

Comprando os artesanatos, você vai ajudar no desenvolvimento do empreendedorismo entre os indígenas que, além de garantirem o próprio sustento, poderão ter acesso a cursos e estar inseridos no mercado de trabalho.

Uma das comunidades indígenas de Manaus que tem como principal fonte de renda o artesanato é a Associação Comunidade Wotchimaücü, formada por indígenas da etnia Ticuna.

Essa comunidade conta com mais de 120 pessoas que desenvolvem o artesanato desde 2002 e comercializa os seus produtos com preços que variam de R$ 5 a R$ 30 (e já é um ótimo lugar para você encontrar artesanato indígena á venda barato).

VEJA  Artesanato Indígena e Cestaria

“O artesanato surgiu para nós como uma fonte de renda dentro das áreas urbanas, uma vez que atividades como pesca, agricultura e caça são inviáveis dentro de uma capital como Manaus, revela o cacique Agnilsson Peres.

De acordo com ele, o empreendedorismo entre os povos indígenas ainda é muito recente e deve ser fomentado.

“Temos materiais belíssimos e de grande potencial comercial. O que nos falta é espaço de venda e capacitação”, completou.

Comprando artesanatos indígenas, você contribuirá com a preservação dos valores culturais e históricos dos povos indígenas.

Outra forma de encontrar artesanatos indígenas á venda é em eventos relacionados aos povos indígenas.

Onde tem índio, tem arte, sem dúvidas, e um desses eventos que estou falando é o Encontro da Associação de Artesãos e Artesãs do Juruá, mas existem outros.

Você pode ter em sua casa peças artesanais das mais diversas, como cerâmicas, madeira, fibras, contas, sementes, ossos, plumas, etc. e até colecioná-las, se quiser, e usá-las no seu dia-a-dia, o que dará sentido em tê-las e também despertará o gosto pela arte indígena em outras pessoas que ainda não conhecem ou não se interessam por tais artesanatos.

Todas as peças artesanais indígenas tem uma coisa em comum: são tradicionais e originais. Ou seja, são peças em que foram usados os métodos e, muitas vezes, as matérias primas tradicionais em sua feitura.

Uma pulseira, por exemplo, é considerada “peça verdadeira” quando suas características diferenciam o povo que a produziu dos demais.

Além disso, cada peça carrega uma energia e uma simbologia mostrada em seus desenhos tradicionais, o que pode provocar emoções e sentimentos em quem a usa.

A Produção do Artesanato Indígena á Venda

Foto: Gleilson Miranda/Secom

Uma vez que a venda de artesanato tornou-se parte da chamada economia indígena, e é responsável por parte da renda das famílias, por vezes, algumas “adequações” se fazem necessárias, como a utilização de matérias primas diversas e sintéticas, ou que não são originais da aldeia como, por exemplo, os fios de algodão usados para a feitura de roupas e demais peças.

Também, algumas peças antes essenciais nas comunidades, como o arco-e-flecha e as cerâmicas, conforme caíram em desuso no cotidiano, foram adaptadas para um modelo mais “comercial”, valorizando mais seu aspecto visual que o utilitário.

VEJA  Artesanato Indígena e o Cocar

Esses artesanatos não são, pelo menos visualmente, melhor ou pior que os citados mais acima, vindo a serem até mais “acessíveis” para aquisição.

Não tem nada de errado com essa prática. Não há problema algum nesse processo de manufatura “comercial”, desde que esse processo não venha de encontro à manutenção de saberes tradicionais desta função, prejudicando-o.

Cada vez mais, em algumas comunidades, os verdadeiros conhecedores e mestres (sejam homens ou mulheres) estão perdendo espaço para os processos de “produção em série” de peças artesanais.

Ou seja: muitas peças tradicionais são feitas dentro de um processo que envolve desde a preparação espiritual e ritualística até sua feitura física, propriamente dita.

Claro que esse processo tradicional é mais demorado e, ao final, a quantidade de produção é pequena, o que, em alguns casos, não atendem “à demanda”.

Assim, esses mestres vão “ficando pra trás”, de maneira que corre o risco de se ver perder os conhecimentos práticos (pois o teórico, em muitos casos, está registrado em documentos antropológicos) desta arte.

Vejam bem, é uma arte, por isso chama-se “artesanato”.

Artesanato Indígena Comercial x Artesanato Indígena Tradicional (á Venda)

Em alguns estados do Brasil, como o Acre, algumas pessoas, grupos ou pequenas empresas que trabalham com o comércio artesanal atém-se apenas ao comércio do trabalho indígena, preocupando-se mais em oferecer peças mais “atraentes” aos seus clientes em potencial do que valorizar o verdadeiro conhecimento indígena, o que, além de “enganar” o cliente, causa uma descaraterização cultural.

Tais peças são vendidas até em sites e podem ser produtos que não refletem verdadeiramente a cultura material ou imaterial do povo indígena, mas que somente foram feitas por mãos indígenas.

Ou seja, são artesanatos feitos apenas com cunho “comercial” e que não seguem estritamente os processos tradicionais de feitura, o que será um problema para você, caso você deseja obter um artesanato indígena tradicional (em sua essência e no processo de feitura).

No entanto, ainda há comunidades que procuram ater-se somente em processos tradicionais de produção artesanal, sem que haja uma “pressão” comercial para isso.

Para citar algumas, que comumente transitam no mercado de artesanatos, os Ashaninka do Amônia, algumas comunidades Huni Kui, Marubo e Yawanawá, são bons exemplos destas práticas.

VEJA  JAGUAR HUICHOL

Os processos de feitura artesanal destes buscam manter, em grande parte (ou totalmente em alguns casos) as características tradicionais que agregam um valor todo especial e “real” aos seus produtos, ou seja, o “espírito” do artesão e do Povo a que ele pertence.

Claro que o resultado disso reflete-se no preço do produto. Pode parecer caro, mas essa rede é única, pois cada peça artesanal é uma arte única que possui sua própria energia, sua própria identidade, seu próprio yuxin e pode demorar meses para ficar pronta.

Vale a pena incentivar esse tipo de produção, nem que seja em menor escala e complementar à “produção em série” de peças, a fim de se valorizar ainda mais a cultura tradicional e, também, evitar que o conhecimento sobre a produção destas artes se percam, como o que ocorreu em muitas comunidades.

Perder esse conhecimento é perder parte dos yuxin que compõem a essência existencial do povo indígena, pois estes se mesclam e se relacionam com o seu meio ambiente em todos os aspectos, de maneira que o utilizam em todos os âmbitos possíveis, sendo os artesanatos a herança física e visual desta relação.

Cuidado com o que Você Comprar

Ao procurar por artesanato indígena á venda, tome cuidado com a comercialização de cocares e penas de aves raras, como Gavião Real (Harpia) ou Araras.

Pessoas vem utilizando penas soltas e até mesmo cocares completos feitos a partir da matéria prima destas aves, ou ainda, comercializando acessórios para uso de rapé (curipe e tipi) feitos a partir de ossos de animais e aves que, além de estarem em constante risco de extinção, também estão entre os mais sagrados para os povos indígenas.

Além de ser uma prática bizarra e perigosa, trata-se de um desrespeito com a mãe natureza e seus espíritos.

Infelizmente, a venda destes produtos “místicos” ou identitários vem crescendo e, muitas vezes, confundem-se com outros produtos, esses sim, artesanais e voltados à comercialização ou troca.

Cocares, ou outros acessórios de plumas e peles podem ser vendidos sim, desde que sejam oriundos de práticas sustentáveis da comunidade, retirados de animais consumidos em seu cotidiano e não somente caçados e mortos tendo como objetivo somente a venda de produtos feitos de suas partes (penas, pelo, ossos, etc).

Lojas Confiáveis Para Comprar Artesanato Indígena: