Artesanato Indigena

A Arte e o Artesanato Indígena Brasileiro
Artesanato Indígena do Amazonas

Artesanato Indígena do Amazonas

O artesanato do Amazonas é uma fonte sustentável de renda e é rico e variado, com muita influência da cultura indígena, sendo considerado uma das mais belas e significativas expressões da arte popular brasileira.

Curiosidade: O Amazonas possui a maior população indígena do Brasil: 168.680 indígenas, 20,6% do total do país.

O artesanato indígena da Amazônia faz sucesso entre as etnias. Não são apenas os “caras-pálidas” que apreciam o artesanato feito por artistas indígenas da Amazônia.

Entre os principais consumidores de artefatos, biojoia e ornamentos indígenas, estão os próprios índios, de etnias como Pataxó, Bororo e Funil-ô (antes conhecidos como carijó), e compram peças como zarabatanas, máscaras de rituais e colares.

A zarabatana é uma arma que consiste num tubo originalmente de madeira (caule oco) pelo qual são soprados pequenos dardos ou setas.

Um dos artesanatos mais valorizados é o colar de morototó, pois o morototó (árvore) dá em apenas três meses do ano e em regiões específicas da Amazônia.

A maior parte das peças de artesanato amazonense compradas por índios são para revender para turistas em outras partes do Brasil.

Há também quem compra alguns produtos prontos, como colares, desmancha, pega outros produtos, mistura e monta novamente, dando origem a outros objetos originais.

A Arte Indígena da Amazônia

O artesanato ameríndio é uma das mais belas e significativas expressões da Arte Popular da Amazônia, considerando o emprego das técnicas mais primitivas, o uso exclusivo de matéria-prima bruta, a ausência de qualquer instrumental industrializado para a confecção dos trabalhos, é impressionante o resultado artístico que o artesão indígena alcança.

Os Apalaí, também denominados de Aparai, são do grupo Karib e da área cultural Norte- Amazônica; localizam-se nas cabeceiras do rio Paru, próximo à fronteira com a Guiana Francesa.

O artesanato dos Apalaí é representado pela cerâmica, cestaria, tecelagem de redes empregando as fibras de tucum e algodão, arcos e flechas.

Os Mundurukú, também chamados campineiros , Moturicus, Mundurucus e Paris, são do grupo linguístico Tupi, da área cultural Tapajós-Madeira; localizam-se no Pará, ao longo do rio Cururu, afluente do Tapajós, onde em 1911, a Diocese Franciscana de Santarém fundou uma missão para exercer ação catequista entre estes indígenas.

O Artesanato dos Mundurukú consiste em cerâmica, tecelagem de redes, cestaria, plumária, arcos e flechas, lanças e colares.

A cerâmica destas tribos indígenas é caracterizada pela leveza e forma das peças. Algumas peças apresentam motivos desenhados no interior do vasilhame, e essas pinturas não são repetidas em outras peças.

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A pintura ameríndia é um artesanato executado exclusivamente por mulheres. Há tribos cuja característica artesanal é a plumária: Os artigos são confeccionados com penas de aves de determinadas espécies, como papagaio, garça, tucano e gavião.

A plumagem do papagaio, apesar da variedade de gêneros e espécies, é predominantemente verde.

A garça, particularmente, é a espécie que ostenta penas brancas, e é muito utilizada pela alvura de sua plumagem; são utilizadas ainda espécies de plumagem de coloração azul-cinza e azul-negro.

O tucano, de acordo com a espécie, varia a cor da plumagem no peito e na cauda – amarelo, branco e vermelho – porém a plumagem preta predomina no dorso.

A arte plumária é empregada na confecção de cocares – adornos indígenas para serem usados na cabeça – arcos, flechas, lanças, bordunas e tacapes.

Este instrumental indígena é utilizado em cerimônias, em caça e pesca, e algumas vezes na luta contra o inimigo.

A cestaria ameríndia utiliza fibras de várias espécies. As cestas tem formato e características próprias aliadas a um trançado original.

Algumas delas representam desenhos de animais. Os colares caracterizam-se pelo exotismo; leveza e originalidade.

Conclusão: O artesanato indígena é feito a partir da matéria-prima e as principalmente usadas são caroços de tucumã e mucajá, e sementes.

O tucumã é o fruto de uma palmeira nativa do Amazonas, tem formato ovoide e tem a cor amarela-avermelhada e o mucajá também é uma palmeira que dá frutos de forma arredondada de cor verde-amarelada.

Esses são uma das matérias primas usadas para produzir o belíssimo artesanato indígena amazonense.

O Artesanato no Amazonas

O artesanato do Amazonas é rico e variado, com muita influência da cultura indígena. Em geral, usa-se elementos da floresta, como contas, sementes e cipós.

Atualmente, o artesanato da região vem se aprimorando com vários elementos da floresta sendo incorporados a jóias, as chamadas biojóias.

Brasil Original – Artesanato Amazonas

Um projeto que encanta pelas suas características, contexto e potencial é “BRASIL ORIGINAL- ARTESANATO DO AMAZONAS”.

Trata-se de um projeto que busca a valorização dos recursos naturais e evidencia as habilidades artesanais das comunidades indígenas e ribeirinhas do Estado do Amazonas, com o objetivo de estimular o aumento de competitividade de forma sustentável e impulsionar os pequenos negócios do setor de artesanato local.

Criado em 2015, por meio de uma iniciativa do SEBRAE Amazonas em parceria com o SEBRAE Nacional, este projeto visa promover a inserção do design inovador que respeite a identidade regional.

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Confira o resultado, é encantador!

A base conceitual do projeto é a exploração da fauna, flora e cultura amazônica. Considerando o fascínio que estes elementos exercem sobre o público nacional e internacional, foram escolhidos os municípios de Manaus, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Tefé por desenvolverem artesanatos com tipologias múltiplas.

A idéia do SEBRAE era apoiar os artesãos destas comunidades, promovendo a profissionalização dos produtos por eles desenvolvidos, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva, gerando emprego e renda, além de proporcionar noções de empreendedorismo, capacitação associativa e apoio à comercialização.

Os Produtos

A escolha dos municípios se deu pela valorização do artesanato local e a diversidade dos materiais.

Deste modo, foram desenvolvidas técnicas de acordo com o domínio de cada comunidade, sempre preservando as já utilizadas na fabricação dos seus produtos, para não descaracterizar a identidade dos grupos.

Os produtos produzidos foram fruteiras, vasos e luminárias, utilizando materiais tais como sementes, fibras e piaçava.

O resultado deste projeto, que já é reconhecido nacional e internacionalmente, você confere nas fotos.

Ressaltamos ainda que o projeto BRASIL ORIGINAL já é sucesso: a ARTEFACTO, empresa brasileira de mobiliário, expõe para venda algumas peças, isso é maravilhoso!!!

Iniciativas como essa valorizam e agregam valor aos produtos produzidos.

Design + Artesanato

A experiência do fazer Artesanato das culturas tradicionais do Amazonas, aliado aos conceitos do design, conferem a estes produtos uma diversidade de valores, cores, formas e estilos impares.

Nos fazendo acreditar que não existe fronteiras para o aprendizado e o saber fazer, por mais distante e difícil que isso possa parecer.

Projeto lindo, com resultado fantástico para todos os envolvidos. Isso é o Amazonas, isso é Brasil.

Você pode encontrar alguns destes produtos na Galeria Amazônia, em Manaus e na COPAMART – Cooperativa de Artesanato, localizada no Shopping Ponta Negra.

O Artesanato dos Índios Baniwa

Em épocas atrás, os Índios Baniwas (Comunidade dos índios Baniwa do Rio Içana, afluente da margem esquerda do Rio Negro, distante 700Km do Município de São Gabriel da Cachoeira e 1.500km de Manaus) de acordo com suas necessidades de sobrevivência, produziam material de preparo alimentício, caça, pesca, vestimenta, realizavam festas culturais e comemorativas, construíam abrigo e transporte com materiais tirados na natureza sem jamais prejudicá-la.

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Os Índios não são de fazer desmatamento. São os que bem preservam o meio ambiente, cuidando e mantendo-o sempre em sua forma original.

Quando chegaram, os estrangeiros gloriavam-se de ver os artesanatos Baniwa, que fez com que mais tarde trocassem esses artesanatos por mercadorias.

Ai então os Índios passaram a produzir e vender bastante aos Colombianos, à FUNAI (Fundação Nacional do Índio), às Missões Salesianas e a outros.

São estes os artesanatos que produziam: Flecha e arco para caça e pesca; Ralo para ralar mandioca; Tipiti para espremer a massa da mandioca; Balaios e Urutus para guardar a massa, farinha, tapioca, beiju, frutas etc…; Peneira para peneirar a massa seca para fazer farinha e beiju, tapioca ou curadá; cumatá especial para tirar goma de massa; Abano para virar e tirar o beiju do forno feito de argila; Banco para sentar; Pilão para moer a carne cozida, peixe moqueado, pimenta e outros sempre torrados; Pulseiras; Anéis de caroço de tucumã; Cesto e Peneira de cipó para carregar e guardar mantimento; Zarabatana para caça especial de aves; Japurutu, Cariçu e Flauta, que são instrumentos musicais, entre outros, cada um com seu específico som harmonioso; Cerâmicas para fazer pratos, panelas, botija de cerâmica para fabricação de bebidas alcoólicas especiais e outros ornamentos para momentos de festas e etc…

Balaios (Ualaia) e Urutus (Uluda)

Os artesanatos indígenas Baniwa são utilizados tradicionalmente para guardar mantimentos como farinha, beiju, tapioca e frutas.

Eles podem ser feitos de tamanho grande, médio e pequeno, são extraídos de uma planta chamada Arumã do mato, da qual passa pelo processo de ir buscá-lo na cabeceira dos igarapés na terra firme ou na capoeira, tirando na medida, dependendo do tipo de artesanato que se pretende fazer.

Depois disso, raspa-o, lava-o, deixa secar e logo após pinta de preto ou vermelho de urucum, mistura com verniz do mato para dar tal brilho excelente, depois de secar a tinta começa a tirar em talas de tamanho igual, prossegue-se a fazer já para ter o nome de Balaio ou Urutu, tecendo os desenhos que preferir até o acabamento.

São 150 unidades de Arumã para fazer uma dúzia de Urutu ou Balaio. O Arumã da qual se extrai as talas são cortados rentes ao solo, cada vez que se corta um, nasce duas ou três mudas.