Artesanato Indígena em Paraty

A Canoa Arte Indígena é uma loja de artesanato indígena localizada em Paraty, no Rio de Janeiro.

O endereço é Rua Doutor Samuel Costa 240 e Rua do Comércio 364 (372,18 km) – 23970-000.

Nesta loja, há uma grande seleção de artefatos indígenas que são encantadores e representam a pura arte brasileira.

A loja tem em seu acervo trabalhos de mais de 40 etnias. Há mais de 5 anos o C.A.N.O.A. se relaciona, convive, aprende e ajuda no desenvolvimento, na apresentação e no escoamento da arte e da cultura dos povos indígenas para o grande público: brasileiros ou não.

Tendo Nina Taterka como dona e curadora da galeria – já está envolvida com arte indígena há mais de 15 anos – a proposta é “humildemente” seguir sendo um agente para estimular e preservar a cultura dos povos indígenas do Brasil e das Américas.

O Artesanato em Paraty

O município de Paraty está localizado em área rica em atrativos naturais, históricos e culturais, com acesso ao mar e em grande área de Mata Atlântica preservada.

Além da riqueza de seu meio ambiente, Paraty tem importante patrimônio étnico e cultural, incluindo comunidades caiçaras, o quilombo do Campinho e aldeia indígena.

Estes agrupamentos possuem tradições ainda vivas de festejos, artesanato e culinária.

No artesanato, especificamente, há trabalhos feitos em cestaria, tecelagem, papel maché e trabalhos com madeira.

A maioria destas peças nascem da função utilitária do dia-a-dia em Paraty, como a necessidade de ferramentas de pesca, de preparo de alimentos, etc.

Mas, aos poucos, frente à demanda turística, algumas peças vão se transformando em elementos decorativos, buscando uma nova qualidade de acabamentos, mas sem perder a sua principal característica cultural de origem.

Prova disso são os remos artesanais, os barquinhos de caixeta, as cestarias decorativas, etc.

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Artesanato em Cestaria em Paraty

A localização privilegiada do município de Paraty, inserido praticamente em sua totalidade em áreas de proteção ambiental, permite o acesso a todo o material natural necessário à realização de cestos e trançados.

A Mata Atlântica fornece vários tipos de fibras utilizados nos trabalhos de cestaria, como:

  • Palmeiras de vários tipos como: juçara, xxx e guaricanga
  • Capim sapê
  • Taboas
  • Taquara, bambu e entrecascas de árvores

Desde tempos remotos, antes da chegada dos europeus, os indígenas já teciam cestarias com estas fibras retiradas da mata.

As principais funções destes objetos eram a construção de moradias, uso na produção dos alimentos como o tipiti, que é um cesto que retira o suco da mandioca, cestos para guardar e servir alimentos, transporte de diversas cargas, etc.

Hoje, várias comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras continuam tecendo e utilizando as cestarias da mesma forma tradicional.

Mas, já foi também incorporado ao seus meio de subsistência, o trabalho artesanal voltado para o mercado turístico.

Peças antes criadas para o uso pessoal, agora são feitas também para a venda, com objetivo decorativo, transformando-se em importante fonte de renda para muitas famílias.

Em Paraty encontramos uma forte tradição de cestaria nas seguintes comunidades:

  • Comunidade quilombola do Campinho da Independência
  • Comunidade indígena de Araponga
  • Comunidade caiçara da Praia do Sono
  • Comunidade caiçara do Curupira
  • Comunidade caiçara do Mamanguá

O Artesanato Rico e Variado de Paraty

O artesanato de Paraty é rico e bastante variado. Ao andar pelas ruas do Centro Histórico, é fácil avistar peças feitas em madeira, tecido, cestaria, crochê, bambu etc. produzidas por artesãos locais ou pelas comunidades caiçaras e indígenas da região.

A comunidade caiçara sempre desenvolveu seus próprios instrumentos de trabalho, como remos, canoas, barcos e linhas de pesca.

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E como as crianças não tinham acesso a brinquedos industrializados, os adultos começaram, então, a fabricar barquinhos para as crianças em madeira caixeta.

Os brinquedos, assim como outras peças, começaram a ser vendidos nas lojas de Paraty e, hoje, decoram vários restaurantes e pousadas, sendo muito vendidas para turistas que querem levar um pouquinho da história local para casa.

A tecelagem, o retalho e a cestaria são parte importante do dia-a-dia da comunidade litorânea.

A maioria destas peças nasce da necessidade de utilizá-las na pesca, no preparo de alimentos, na armazenagem ou para proporcionar conforto em casa.

Mas, aos poucos, devido a demanda turística, algumas peças vão se transformando em elementos decorativos.

Hoje, muitas famílias vivem exclusivamente de produzir e vender pelas ruas da cidade estes produtos feitos à mão, cada um sendo único e exclusivo.

A arte indígena de Paraty tem bastante força. Os índios da tribo Guarani vivem exclusivamente da agricultura, pesca e artesanato, sendo este último bastante conhecido pelos cestos de palha multicoloridos.

Mas na aldeia são produzidos outros trabalhos artesanais, como adereços com penas e animais talhados em madeira, que são vendidas nas lojas e ruas do Centro Histórico.

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