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Artesanato Indígena na Bahia (Um Estado de Diversidade e Variedade)

Artesanato Indígena na Bahia

Berço de diversos segmentos artísticos, a Bahia possui uma grande variedade de artesanato, com peculiaridades próprias de cada região.

Em todo o estado, podem ser encontradas peças de metal, tecido, renda, couro, cestaria e trançados, tecelagem, madeira, cerâmica e bordados, além do artesanato mineral.

Do tradicional polo oleiro de Maragojipinho, com seu Boi Bilha, de Vitorino Moreira, à riqueza do artesanato diversificado do município de Rio de Contas, na Chapada Diamantina.

A variedade do artesanato baiano é indiscutível e, os principais locais de produção do artesanato indígena na Bahia são: Abaré, Banzaê, Euclides da Cunha, Glória, Ilhéus, Pau Brasil, Porto Seguro, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Rodelas e Santa Cruz Cabrália.

O Artesanato Indígena da Bahia

Yanaxi
Yanaxi

Há 14 etnias presentes no estado da Bahia que comercializam seu artesanato típico, a exemplo de arco e flecha, objetos decorativos, cerâmicas, instrumentos musicais e colares com coco, sementes e madeira, dentre outros.

É o próprio artesanato indígena que gera renda às comunidades indígenas e cria possibilidades de preservação e divulgação de uma cultura genuinamente brasileira.

O artesanato indígena é um dos fortes da Bahia. Na aldeia dos Pataxós, na Coroa Vermelha, próximo a Porto Seguro, o Centro de Artesanato concentra toda sorte de artigos de madeira, palha, pedras, sementes, penas e outros materiais.

São cuias, cinzeiros, anéis, pulseiras, brincos, colares, cocares e cestos produzidos pelos índios. Na região próxima a Caraíva, na Área de Preservação Ambiental do Monte Pascoal, artigos confeccionados pelos indígenas são vendidos dentro da própria aldeia.

O que é Arte Indígena Para o Povo Indígena Baiano?

Índio baiano
Índio baiano

O conceito de arte para os povos indígenas da Bahia não se restringe à determinação de sua construção material, mas perpassa pela compreensão de um conjunto de elementos culturais que são conduzidos através da relação interna e externa de cada povo, como algo que é para si e, em determinados momentos, é também para o outro.

VEJA  Artesanato Indígena Amapaense

A arte está presente não somente como objeto de exposição para apreciação do belo, mas faz parte de uma construção de vivências que são alimentadas pelo sentimento de pertença da ancestralidade e sacralidade do povo, mas dinamizada pela necessidade de pertencimento ao mundo contemporâneo.

A produção da arte pode ser reconhecida na própria diversidade desses povos, que carregam em si ligações em comum, no entanto possuem características próprias, sendo esta parte de produções e reproduções artesanais, pinturas corporais, pinturas materiais, bem como danças, cantos, contos e demais bens imateriais que fazem parte da cultura de cada povo.

A produção de arte como produto de comercialização é uma realidade de muitas aldeias do território da Bahia. Diante disso, os povos indígenas desta região tiveram que adaptar seu modo de vida e produção às exigências pertencentes às mudanças impostas pela própria sociedade.

A chegada do turismo em alta escala em muitas de suas comunidades tornaram-se, ao mesmo tempo, inimiga e aliada, pois na medida em que o turismo cresce, aumenta as possibilidades de circulação de seus produtos artesanais, porém traz consigo uma série de complexidades, tanto por causa da busca pelo aumento das produções e, consequentemente, o aumento do uso de recursos naturais, quanto pela utilização da arte, não somente como objeto de produção cultural, mas com a intencionalidade de um mercado de vendas.

Diante dessa realidade, os alunos precisam caminhar entre estes dois mundos, o de uma cultura industrializada e uma cultura interna onde estarão sempre agregados os valores de seus antepassados.

É importante reconhecer que a indústria do turismo para muitas comunidades é, atualmente, um dos meios de sobrevivência mais utilizados em meio indígena, não perdendo de vista que, para além do comércio e turismo, existem valores culturais que não podem se perder, pois são estes que mantêm o próprio sentido da existência dos povos indígenas.

VEJA  A Importância do Artesanato Indígena

Na história da arte indígena, o artesanato era utilizado como adorno e ornamentações. Hoje, os povos indígenas da Bahia, além de usarem estes adornos e ornamentações, também agregam valores fazendo da prática e do fazer artesanal um meio de sustentabilidade para as comunidades e, mesmo competindo com o mercado, ainda é completamente artesanal.

Os Tupinamba do sul da Bahia são pioneiros na arte de fazer farinha, embora, hoje, o município de Buerarema tenha se apropriado e a comercializa de forma industrial, que distribui para todo o Estado, enquanto o povo Tupinamba faz de maneira manual e distribui entre três municípios: Ilhéus, Una e Buerarema.

As vezes, os indígenas veem algumas obras de arte, como a biobijou, em vitrines, como as dos aeroportos, mas eles ainda não industrializaram seus produtos, por estarem em uma região turística.

Por isso, o que é industrializado e se caracteriza como arte-indígena, certamente não foi feito por índio.

Mapa dos Povos Indígenas na Bahia

Povos Indígenas no Estado da Bahia
Povos Indígenas no Estado da Bahia

No extremo Sul baiano, Porto Seguro se destaca na produção de souvenir, principalmente no artesanato indígena e na tipologia madeira.

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