Artesanato Indígena Xingu – Como são Confeccionados e Quanto Custam?

Entre os povos Xingu, a confecção do artesanato acontece de maneiras diferentes entre homens e mulheres.

No caso das mulheres, ao menstruar pela primeira vez, a jovem entra em reclusão, quando aprende a executar tarefas femininas no preparo dos alimentos e na confecção de artesanato.

No caso dos homens, o trabalho masculino é quase sempre individual, sendo os principais objetivos garantir alimento para a harpia, substituir o peixe na dieta de pessoas atingidas por tabus alimentares e obter penas para a produção de artesanato.

A agricultura inclui o cultivo de plantas tanto para fins cerimoniais (como urucum e fumo), como para atender à produção de diversos bens artesanais (como cabaça e algodão).

Em relação à produção de artefatos e indumentária, os artigos de metal, dos quais depende a quase totalidade das atividades produtivas masculinas, não substituíram integralmente o artesanato indígena usado pelas mulheres na produção de alimentos.

Assim, panelas e caldeirões de metal competem com as cuias usadas no transporte e armazenamento de água, sem entretanto, ameaçar a posição das panelas de cerâmica, obtidas através da troca com o grupo wauja.

Grande parte dos materiais empregados na elaboração do artesanato é de origem nativa – madeira, embira, fibra de buriti, algodão etc.

Mas usam-se também produtos industrializados, como contas e miçangas de porcelana e vidro, fio de lã e de algodão, lata, prego, corante etc.

Dentre esses itens, o fio de lã compete com o de algodão nativo e tende em alguns casos (como para a confecção de redes de dormir) a substituí-lo integralmente.

Outros, como as contas e miçangas, altamente valorizadas na elaboração de colares e cintos, não diminuíram a importância dos similares nativos – de contas de caramujo – produzido pelos Kalapalo e Kuikuro.

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O artesanato representa ainda uma importante alternativa econômica de comércio para fora do Xingu.

Além das iniciativas familiares, a Atix (Associação Terra Indígena do Xingu) assumiu o desafio de intermediar essas transações com as comunidades kaiabi, yudjá e kisêdje, procurando definir estratégias que possam ampliar o relacionamento com o mercado especializado em artesanato indígena no Brasil.

A orientação desta iniciativa, que conta com parceira do ISA, é conciliar geração de renda com a sustentabilidade ambiental das matérias-primas utilizadas na confecção dos principais produtos comercializados, como a preocupação com o impacto exercido sobre as aves para a confecção da arte plumária.

Além do comércio com artesanato, muitas aldeias têm desenvolvido outros projetos de alternativas econômicas voltados para o mercado externo.

A idéia é unir esforços de todas as aldeias para que se possa chegar a uma escala suficiente para venda a uma grande empresa de cosméticos, sem abrir mão da produção artesanal.

Quanto Custa o Artesanato Indígena Xingu?

Você gostaria de adquirir um artesanato indígena exclusivamente do povo Xingu?

Alguns itens podem ser adquiridos na internet e podemos lhe dar uma média de quanto custam estes artefatos.

A pulseira Xingu custa, em média, R$ 80,00. Um colar indígena de miçangas dos Xingu sai por volta de R$ 120,00.

Um pente tradicional do Xingu está valendo R$ 220,00, enquanto um cocar pode chegar à R$ 1790,00.

Os cocares são sempre os mais caros, logo depois vem os colares feitos de penas.

Também há quadros indígenas que você pode adquirir, zarabatanas (R$ 23,50), arcos e flechas (R$ 60,00), lanças (R$ 120,00), panelas (R$ 580,00), flautas (R$ 29,90), etc.

Estes valores são estimativas e acredito que você pode encontrar estes artesanatos em vários lugares do Brasil, mas irá encontrar mais facilmente em reservas e feiras indígenas Xingu.

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