Artesanato Indígena Yanomami

Na década de 60, os Yanomami faziam potes de barro simples, que eram usados para cozinhar pelos homens.

Arcos eram formados por raspar a madeira com os dentes de capivara. Uma aljava, feita de uma secção de bambu, era usada para carregar pontos de flechas e dardas, e facas de dentes de cutia e um parafuso para ascender fogo eram prendidos no lado de fora.

Atualmente, os Yanomami sabem contar apenas um, dois e mais de dois, então treinamento de contabilidade básica é necessário para o comércio de artesanato.

Há um projeto, chamado Pró-Arte Yanomami, que envolve 230 mulheres fazerem artigos para vender nas lojas em Manaus.

Os Yanomami têm um enorme conhecimento botânico e utilizam cerca de 500 plantas como alimentos, remédios, construção de casas e outros artefatos.

Hutukara Associação Yanomami

Pra quem quer conhecer o artesanato indígena Yanomami mais de perto, pode visitar a Hutukara Associação Yanomami, que fica localizada na Rua Capitão Bessa, 143 – Bairro: São Pedro – Boa Vista/RR – CEP 69306-620.

As peças produzidas pelo povo Yanomami são criadas com técnicas tradicionais passadas de geração em geração nas comunidades indígenas da Floresta Amazônica.

Os destaques são os cestos Wɨɨa e Xotehe, ambos confeccionados pelas mulheres Yanomami.

O modelo Wɨɨa é alongado, trançado com ponto fechado e fundo arredondado.

Serve para o transporte dos produtos da roça e também da lenha utilizada para se cozinhar e aquecer a casa coletiva durante a noite.

São feitos de cipó titica com detalhes de fios de fungo negro ou pinturas de tintas naturais como o urucum.

Os Yanomami, segundo se tem registro, são os únicos no mundo a utilizarem esse fio de origem fúngica para a confecção de artesanato.

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Já o Xotehe é um cesto raso trançado de cipó titica com fios de fungo negro ou tiras de raízes pretas da palmeira paxiubinha.

Na aldeia são empregados para acondicionar alimentos, como frutas e beiju, algodão e pequenos objetos.

Também existem modelos com trama aberta tradicionalmente utilizados para pescar e guardar alimentos.

No Brasil, existem mais de 25 mil pessoas que vivem na Terra Indígena Yanomami, uma das maiores tribos relativamente isoladas na América do Sul que se constitui em uma uma sociedade de caçadores-agricultores.

Nesse território, os cestos de fibras naturais sempre foram trançados para o uso cotidiano das aldeias, seja na colheita, na pesca ou no armazenamento dos alimentos.

Hoje, além do uso local, os artesãos seguem desenvolvendo esses objetos também para a comercialização, preservando a cultura ancestral e o fortalecendo sua identidade.

Todas as peças são únicas e 100% artesanais, desde a colheita de cipó até o trançado.

Os artesãos responsáveis por essas criações fazem parte da Hutukara Associação Yanomami, fundada em 2004 na aldeia Watorikɨ por iniciativa do líder mundialmente conhecido Davi Kopenawa Yanomami para defesa do território e garantia dos direitos do povo yanomami.

A associação com sede em Boa Vista (RR) hoje também existe para viabilizar a comercialização do artesanato e outros produtos da floresta que são alternativas de renda aos yanomami.

Hoje a Associação conta com o apoio do Instituto Socioambiental (ISA) para a divulgação e comercialização dos produtos.

Adornos Corporais

Os adornos corporais são um ponto importante dos costumes Yanomami.

O homem possui somente uma vestimenta, a qual constitui-se por um fio ao redor dos quadris e atado ao prepúcio para levantar o pênis.

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As mulheres ficam nuas, com um cordão ao redor dos quadris, onde penduram alguns tipos de adornos.

Tanto homens quanto mulheres cortam o cabelo de forma circular no alto da cabeça.

Realizam pintura corporal e facial, a qual consiste em desenhos geométricos ou circulares, geralmente vermelhos ou pretos.

Utilizam ainda penas de diversas aves para enfeitar os cabelos e outras partes do corpo.

São produzidos como artesanato: cestarias, colares, cocares, adornos de braço e brincos de penas ou hastes.

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